Nutrir confiança – Segurança alimentar como prioridade

A confiança do consumidor nos produtos alimentares que adquire não se restringe apenas à sua composição nutricional ou à satisfação sensorial e prazer que esses produtos lhe proporcionam. A confiança do consumidor inclui necessariamente a segurança que esse produto lhe sugere e que efetivamente lhe fornece.

No desenvolvimento de novos produtos, é possível alterar diversos critérios como a composição nutricional, a apresentação do produto, o tipo de embalamento, os processos de divulgação e de distribuição. Porém, o critério fundamental ao mais alto nível será o da Segurança Alimentar do produto.

A Segurança alimentar é a ausência de perigos associados ao alimento que se consome e é, hoje em dia, transversal a toda a cadeia alimentar.

Os produtos alimentares, sejam eles convencionais ou inovadores, têm que cumprir os requisitos de qualidade quer dos consumidores, quer da legislação em vigor. Estes produtos têm que satisfazer os requisitos a nível de segurança biológica, química e física, garantir a qualidade nutricional exigida pelos consumidores e preservar as características organoléticas do produto.

 

Atualmente, os consumidores estão mais informados e são mais exigentes. Têm acesso fácil e rápido a um grande leque de produtos e a compra pode não ser feita por impulso. Aliás, cada vez mais, a aquisição de produtos é premeditada pela informação. Estes consumidores, além de exigentes, são ansiosos por inovação e a sua alimentação é mais que uma necessidade ou prazer, valorizam a qualidade sobre a quantidade. São igualmente conscientes da relação custo de produção – valor comercial – e custo final. Para estes consumidores, a alimentação é um meio para manterem a saúde e uma forma física que lhes permita maior qualidade de vida.

Quem apresenta um produto alimentar, quer seja a indústria, o embalador ou o revendedor, desafia-se constantemente na melhoria contínua dos processos para atingir níveis de qualidade elevados, de acordo com os padrões de exigência dos consumidores.

Por isso, a inovação alimentar é um exercício de responsabilidade e persistência, no qual a tecnologia, as matérias-primas distintas e a monitorização da segurança alimentar são fundamentais para nutrir os consumidores.

 

Filipa Fernandes, Eng.ª Alimentar

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